Sindicato aponta ‘armadilhas’ na proposta de alteração do Estatuto da Cassi para funcionários de Rolândia

O diretor Laurito Lira Filho e o presidente do Sindicato de Londrina Felipe Pacheco, detalharam as mudanças que o governo pretende fazer no Estatuto da Cassi O diretor Laurito Lira Filho e o presidente do Sindicato de Londrina Felipe Pacheco, detalharam as mudanças que o governo pretende fazer no Estatuto da Cassi
sexta-feira, 24/08/2018

Dirigentes do Sindicato de Londrina se reuniram nesta sexta-feira (24/08) com os funcionários e funcionárias do Banco do Brasil em Rolândia, alertando os riscos que todos correm com as mudanças propostas pelo banco no Estatuto da Cassi.

O objetivo, segundo Laurito Lira Filho, diretor do Sindicato de Londrina, foi explicar as “armadilhas” que a direção do BB, a mando do governo Michel Temer (MDB), está preparando para a caixa de assistência à saúde do funcionalismo com a aplicação das resoluções da CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União).

“Nessa reunião, explicamos que caso a proposta do banco seja aprovada pelos associados, irá resultar no aumento das contribuições, precarização do atendimento e não resolverá o problema de caixa da Cassi”, relata.

Como a CGPAR estabeleceu um teto de repasse para os Planos de Saúde das estatais de 6,5% das despesas do banco com a folha de pagamento, no futuro os aportes serão reduzidos em função do corte de pessoal e da proibição de inclusão de novos associados. “Com isso, o banco vai acabar se isentando da manutenção da Cassi e jogar os custos nas costas dos funcionários”, alerta.

“A proposta do banco altera a condição de associados para beneficiários no Estatuto da Cassi. Isso quer dizer que não seremos mais donos da caixa de assistência, mas meros usuários, como ocorre nos planos de saúde privados”, ressalta.

Outra "armadilha" na proposta, de acordo com Laurito, é que o banco dá outra redação para o "voto de minerva" no Estatuto. Nessa nova redação, o presidente terá o poder de decidir depois de 15 dias as questões empatadas. Isso continua quebrando a paridade na gestão da Cassi.

Por tudo isso, o Sindicato estará visitando as agências do Banco do Brasil nos próximos dias para detalhar aos funcionários e funcionárias o que representa a proposta do banco para o futuro da caixa de assistência à saúde e orientando todos dizerem NÃO na votação da reforma estatuária.

“Se deixarmos que sejam aplicadas as resoluções da CGPAR na Cassi não teremos mais como voltar atrás, nem mesmo na Justiça, porque nesta votação será dado o aval às mudanças que o banco e o governo pretendem impor”, aponta o diretor do Sindicato de Londrina.

Por Armando Duarte Jr.

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