SUSTENTABILIDADE DA CASSI

Entidades comunicam ao Banco do Brasil rejeição da proposta

As entidades consideraram a proposta insuficiente e impossível de ser debatida com o Corpo Social da Cassi - Foto: Guina Ferraz/Contraf-CUT As entidades consideraram a proposta insuficiente e impossível de ser debatida com o Corpo Social da Cassi - Foto: Guina Ferraz/Contraf-CUT
quinta-feira, 28/02/2019

Na reunião de negociação de quarta-feira (27/02), as entidades de representação dos funcionários e funcionárias afirmaram ao Banco do Brasil que a proposta apresentada para a sustentabilidade da Cassi (caixa de assistência) é insuficiente para um encaminhamento ao Corpo Social, pois é inferior àquela que já foi rejeitada na consulta feita no ano passado.

Além da proposta financeira pesar mais para os associados, ainda há muitos complicadores relacionados à questão de governança, como por exemplo a troca das diretorias.

As entidades informaram ao banco que a proposta divulgada serve para debates com os associados, mas que não há como defender da forma como está.

O diretor recém empossado da Dipes (Diretoria Gestão de Pessoas), José Avelar Matias Lopes, participou da abertura da mesa de negociação e ressaltou a necessidade de se chegar a um acordo negociado.

O coordenador da mesa pelas entidades, Wagner Nascimento, afirmou ao diretor de pessoas a importância do restabelecimento da mesa de negociações e que a experiência do ano passado não foi boa, numa consulta sem a participação dos associados. “A solução negociada é o que queremos e esperamos achar o bom termo numa proposta que atenda às necessidades da Cassi e dos Associados”, salientou Wagner Nascimento, que também coordena a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Sobre a ANS

O presidente da Cassi novamente falou sobre as reuniões com a ANS (Agência Nacional de Saúde) e sobre o que seria uma Direção Fiscal, que é a designação de uma pessoa que acompanha o que acontece no plano de saúde e orienta sobre o que pode acontecer, sem o controle da entidade.

Déficit da Cassi

O presidente da Cassi fez um relato sobre a prévia dos números do balanço da caixa de assistência, que deve fechar 2018 com cerca de R$ 370 milhões de déficit. Os números oficiais serão divulgados assim que apreciados pelo conselho fiscal e aprovados dentro dos órgãos da governança da entidade.

Reabertura do plano aos novos funcionários

O Banco do Brasil falou que sendo aprovado um novo estatuto e este se adequando a algumas exigências dos órgãos reguladores, fazendo com que o Plano Associados possa atender novos funcionários que recentemente tomaram posse no BB e que estão fora da Cassi.

Projeções de cálculos

O Banco do Brasil apresentou dados sobre as projeções financeiras da proposta apresentada e também simulações solicitadas pelas entidades da Mesa de Negociação, com o objetivo de subsidiar os debates e andamento dos debates, considerando o déficit atual da Cassi e as projeções de receita, que podem equilibrar a caixa de assistência.

Debates com os associados

As entidades afirmaram que há a necessidade de intensificar os debates com os associados da ativa nos locais de trabalho e nas associações de aposentados para que se chegue a uma proposta com amparo na realidade dos associados.

Negociações continuam
Para Wagner Nascimento, o momento requer maior participação dos associados e intensidade no processo de negociação.

“A proposta apresentada pelo banco não nos atende. Estamos dispostos a achar uma proposta para garantir minimamente a sustentabilidade da Cassi, evitando intervenção de terceiros no processo. Contudo é necessário um esforço e entendimento do banco sobre o que cabe da parte dele zelar pela saúde dos funcionários”, disse. “Além disso, como patrocinador, o Banco do Brasil deve fazer seu esforço financeiro para melhorar a proposta de forma que cheguemos a um acordo”, concluiu.

?Uma nova rodada de negociações está marcada para a próxima sexta-feira (8/03), logo após o feriado de Carnaval.

Fonte: Contraf-CUT

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