Contraf-CUT cobra transparência do CCB por reestruturação

Contraf-CUT cobra transparência do CCB por reestruturação
quarta-feira, 18/10/2017

A comissão negociadora da Contraf-CUT se reuniu, na terça-feira (17/10), com o CCB (China Construction Banco) para discutir sobre a reestruturação do banco.

Os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras entregaram uma carta de repúdio (Clique aqui para ler) e cobraram maior respeito com a categoria do que o apresentado ao implementar a reestruturação, com o fechamento de postos de trabalho e demissões, inclusive com desrespeitos à CCT (Convenção Coletiva de Trabalho).

“Nós avisamos que se o banco quiser manter este canal de comunicação com os trabalhadores, este tipo de postura tem de acabar, temos de negociar as mudanças que afetem diretamente a vida dos bancários”, afirmou Jair Alves, coordenador das negociações com o CCB.

Para Jair, apesar de ser o um banco internacional, o banco precisa saber que o Brasil tem regras que precisam ser cumpridas e que são diferentes das aplicadas na China.

O movimento sindical reivindicou ainda os dados dos planos de reestruturação, como o número de locais de trabalho fechados e funcionários demitidos, além do número total de funcionários no Brasil e atuais agências.

“Precisamos conhecer como será a atuação do banco daqui para frente, inclusive qual será o segmento de trabalho. Seria importante também, a presença do diretor de RH do Banco e de algum representante da China”, Luiz Roberto Vieira Félix, dirigente da Fetrafi/NE.

Programa de Participação nos Resultados

O banco enviou a proposta de acordo de PPR (Programa de Participação nos Resultados) que não pode ser discutido antes dos trabalhadores terem retornos a todos estes questionamentos.

“Mesmo assim, nossa análise inicial é que o PPR está bem diferente do de 2016, com redução dos valores de todos os trabalhadores, porém, com manutenção do teto de salários dos diretores de alto escalão”, explicou Jair. “Voltaremos a debater o assunto, quando o banco nos passar todas as informações oficialmente”, finalizou.

Fonte: Contraf-CUT

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