Bancos fecharam 11.525 postos de trabalho até novembro de 2016

Só no mês de novembro os bancos demitiram sendo 1.516 bancários e bancárias no Brasil Só no mês de novembro os bancos demitiram sendo 1.516 bancários e bancárias no Brasil
quinta-feira, 05/01/2017

Análise feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão do Ministério do Trabalho, revela que as instituições financeiras do país cortaram 11.525 empregos nos 11 primeiros meses de 2016, sendo 1.516 destas no mês de novembro.

Ao cortar postos de trabalho, além e ajudar no aprofundamento da recessão e do desemprego, demonstrando nenhuma responsabilidade social, mesmo com lucros estratosféricos, os bancos sobrecarregam os bancários e precarizam ainda mais o atendimento à população.

Não bastasse isso, reduzem salários com a prática da rotatividade, na qual empregados com maior tempo de trabalho são descartados para serem substituídos por mais novos. Entre janeiro e novembro do ano passado, os trabalhadores admitidos em instituições financeiras ingressaram recebendo em média 59% do que ganhavam os bancários que foram desligados pelos bancos.

O falta de funcionários e a pressão nos ambientes de trabalho são responsáveis pelo aumento do número de afastamentos por doença. Os dados mais recentes do INSS, relativos a 2014, demonstram que mais de 18 mil bancários haviam sido afastados, em todo o país. Do total de Auxílios-doença concedidos, 52,7% tiveram como causas principais transtornos mentais e doenças do sistema nervoso.

“Temos alertado a sociedade há tempos a respeito dessa conduta dos bancos, que cobram tarifas cada vez mais altas dos clientes sem oferecer uma contrapartida decente. A cada dia eles cortam mais bancários e bancárias ao mesmo tempo em que aumentam as metas a serem atingidas, prejudicando a todos tão somente para elevar ainda mais seus lucros exorbitantes”, critica Regiane Portieri, presidenta do Sindicato de Londrina.

Para Regiane, essa situação precisa ser revertida para acabar com a farra existente no sistema financeiro, que continua agindo como bem quer sem qualquer limitação.

Fonte: Contraf-CUT e Dieese

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