#QuemLucraNãoDemite

Manifestação em Londrina denuncia o clima de terror no Bradesco

Dirigentes do Sindicato de Londrina protestaram nesta quinta-feira (19/11) contra as demissões em massa no Bradesco Dirigentes do Sindicato de Londrina protestaram nesta quinta-feira (19/11) contra as demissões em massa no Bradesco
quinta-feira, 19/11/2020

O presidente do Sindicato de Londrina, Felipe Pacheco, falou do lucro exorbitante do Bradesco

Valdecir Cenali, diretor do Sindicato de Londrina: só nas bases cutistas foram registradas
mais de 2,5 mil demissões

Manifestação na agência Praça Willie Davids denunciou a "cachorrada" do Bradesco

O Sindicato distribuiu cachorro-quente durante o protesto no Bradesco

Nesta quinta-feira (19/11), Sindicatos de diversas cidades do País estão realizando mais um Dia Nacional de Luta contra as Demissões no Bradesco, reforçando a campanha que está sendo feita nas redes sociais com as hashtags #QueVergonhaBradesco e #QuemLucraNãoDemite.

Em Londrina, o Sindicato participou da mobilização em defesa dos empregos no Bradesco com uma manifestação em frente à agência Praça Willie Davids.

Além da distribuição de cachorro-quente para denunciar a “cachorrada” que o Bradesco vem fazendo com os funcionários, na entrada da agência foram colocadas bexigas pretas e vermelhas, simbolizando o clima de terror imposto pelo banco.

Só na base de Londrina, segundo Valdecir Cenali, diretor do Sindicato e representante do Vida Bancária na COE (Comissão de Organização dos Empregados), já foram dispensados quase 40 bancários e bancárias, incluindo aqueles que gozam de estabilidade no emprego por estarem prestes a se aposentar.

“Em menos de dois meses o Bradesco já demitiu cerca de 2,5 mil funcionários nas bases dos Sindicatos cutistas do País e fechou em torno de 400 agências. Além de contribuir para o aumento do desemprego, o banco precariza as condições de trabalho para os que ficam e aumenta a demora no atendimento aos clientes”, critica Valdecir, lembrando que o Bradesco obteve lucro líquido de R$ 10,189 bilhões entre janeiro e setembro deste ano.

De acordo com o balanço do banco, as receitas arrecadadas com prestação de serviços e tarifas cobrem 135,4% das despesas com pessoal, deixando claro que não há motivos para o Bradesco demitir tantos pais e mães de família neste final de ano.

Por Armando Duarte Jr.

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