BRADESCO

Protesto em Londrina denuncia ganância do segundo maior banco privado do País

Com faixas e som, dirigentes do Sindicato denunciaram a política desumana de RH do Bradesco e cobraram contratações Com faixas e som, dirigentes do Sindicato denunciaram a política desumana de RH do Bradesco e cobraram contratações
sexta-feira, 21/12/2018

Com uma atuação focada somente na obtenção de lucros cada vez mais exorbitantes, o Bradesco segue na contramão das mudanças nas relações de trabalho e continua apostando na rotatividade para reduzir despesas com pessoal.

Um exemplo disso foi a demissão de uma bancária esta semana na agência Praça Willie Davids, com mais de 30 anos de serviços prestados, que teve sua saúde afetada por LER/DORT adquirida pelo trabalho executado no banco, mas mesmo assim foi dispensada sem que fosse apresentada qualquer justificativa.

Para combater essa política desumana, o Sindicato de Londrina realizou nesta sexta-feira (21/12) um protesto em frente à agência e com faixas e som denunciou a ganância do segundo maior banco privado do País.

“Não podemos admitir que o Bradesco, com 15,7 bilhões de lucro líquido em apenas noves meses deste ano descarte funcionários experiente somente para reduzir despesas. Protestamos também pela decisão de demitir a bancária às vésperas do Natal, época em que as pessoas de bem geralmente estão mais solidárias e fazem de tudo para passar bons momentos nas festas do final de ano”, argumenta Valdecir Cenali, diretor do Sindicato de Londrina e representante do Vida Bancária na COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco.

Valdecir lembra que na última rodada de negociação os representantes do banco afirmaram aos dirigentes sindicais que não havia nenhum plano de demissões em curso e que seriam feitos remanejamentos para aproveitar funcionários de unidades a serem fechadas.

“Mas infelizmente a rotatividade persiste, provocando injustiças como essa feita contra a bancária lesionada de Londrina”, completa o diretor do Sindicato, afirmando que a entidade vai buscar na Justiça a sua reintegração.

Por Armando Duarte Jr.

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