LONDRINA

Sindicato paralisa prédio central do Bradesco em defesa dos empregos

Dirigentes do Sindicato na atividade do Dia de Luta dos Funcionários do Bradesco no prédio central, em Londrina Dirigentes do Sindicato na atividade do Dia de Luta dos Funcionários do Bradesco no prédio central, em Londrina
segunda-feira, 05/10/2020

Com faixas, o Sindicato denunciou a nova onda de demissões no Bradesco em meio à pandemia do novo coronavírus

Seguindo orientação da FETEC-CUT/PR (Federação Estadual dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito do Paraná), dirigentes do Sindicato de Londrina paralisaram as atividades do prédio central do Bradesco nesta segunda-feira (5/10), em protesto contra a onda de demissões deflagrada pelo banco em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A exemplo do que já fizeram o Santander e o Itaú, o Bradesco está desrespeitando o compromisso assumido junto ao Comando Nacional dos Bancários de não demitir durante a pandemia.

Segundo Valdecir Cenali, diretor do Sindicato de Londrina e representante do Vida Bancária na COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco, até a última sexta-feira (2), o banco já havia dispensado mais de 200 bancários e bancárias sem justa causa.

“Só no Paraná foram mais de 30 demissões e esse número pode aumentar com a reestruturação que o Bradesco está fazendo, na qual serão fechadas mais de 400 agências e a transformação de outras 900 em unidades de atendimento, além do fechamento da plataforma corporate em diversas cidades do País”, explica.

Valdecir afirma que a direção do banco não chamou a COE para negociar meios de manter os empregos e até soltou na rede um informativo dizendo que eventuais demissões teriam mais seis meses de plano de saúde, mas, depois, sem mais nem menos, deflagrou essa onda de demissões em massa.

“Com um lucro superior a R$ 7 bilhões no primeiro semestre, o Bradesco não está nem aí com o futuro dos demitidos neste momento de incertezas e de aprofundamento da crise financeira no País, porque para o banco hoje funcionário significa custo operacional que tem de ser reduzido para elevar ainda mais seus ganhos”, critica.

Por Armando Duarte Jr.

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