LONDRINA

Entidades criticam reforma da Previdência em Ato Público no Calçadão

Diretores do Sindicato de Londrina durante o Ato Público convocado pelo Coletivo de Sindicatos Diretores do Sindicato de Londrina durante o Ato Público convocado pelo Coletivo de Sindicatos
domingo, 17/02/2019

Irineu Barrinuevo, diretor do Sindicato de Londrina, disse que a reforma vai dificultar a aposentadoria dos brasileiros 

Grupo de teatro encenou o drama "Sem Manjedoura", uma crítica à exclusão social e à guerra de ideologias 

Dirigentes de várias categorias profissionais realizaram Ato Público sábado (16/02), no Calçadão de Londrina, em protesto contra a reforma da Previdência que está sendo encaminhada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para o Congresso Nacional.

Foi distribuído material informativo à população apontando a intenção do governo de acabar com o direito do trabalhador e da trabalhadora de se aposentar sob a justificativa de conter o rombo da Previdência e ao mesmo tempo manter os privilégios de uma minoria que ganha altos benefícios.

Nas falas, os sindicalistas que integram o Coletivo de Sindicatos de Londrina destacaram a falta de medidas para atacar a sonegação de contribuições e cobrar as dívidas bilionárias que bancos e grandes grupos empresariais têm com o sistema previdenciário, jogando a conta nas costas da Classe Trabalhadora.

Foi criticada também a proposta anunciada pelo governo de fixar a idade mínima da aposentadoria em 65 anos para os homens e 62 para as mulheres e o curto período de transição de apenas 12 anos, o que vai fazer com que a maioria dos brasileiros morram sem poder usufruir desse direito.

No final do Ato Público, um grupo de teatro de Londrina fez a apresentação do drama “Sem Manjedoura”, uma espécie de conto de Natal de terror.

O enredo mostra uma mulher prestes da hora do parto em plena rua, em meio a diversas pessoas, que expõem suas ideologias, extremismos e preconceitos diante do fato, demonstrando um pouco do momento em que o País se encontra em relação aos segmentos excluídos da sociedade.

Por Armando Duarte Jr.

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