REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Centrais Sindicais convocam mobilização nacional para o dia 22/03

A mobilização do dia 22/03 vai ser um aquecimento para  Greve Geral em defesa da Previdência A mobilização do dia 22/03 vai ser um aquecimento para Greve Geral em defesa da Previdência
quarta-feira, 27/02/2019

Em reunião realizada na segunda-feira (25/02), em São Paulo, dirigentes da CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB, intersindical Luta e Organização, CSP-Conlutas, Intersindical-Central da Classe Trabalhadora, CGTB e NCST decidiriam convocar a Classe Trabalhadora para uma mobilização nacional no dia 22 de março em defesa da Previdência Social.

O objetivo é fazer o aquecimento de trabalhadores e trabalhadoras de todo o País para uma Greve Geral como forma de pressionar o Congresso Nacional a rejeitar a proposta apresentada no último dia 20 pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).

Na avaliação dos sindicalistas, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 06/2019, elaborada por Bolsonaro é muito pior do que a d Michel Temer (MDB), que foi derrubada pelos trabalhadores e trabalhadoras depois da maior greve geral da história do Brasil, em abril de 2017.

A CUT e demais Centrais deverão se reunir também com os movimentos sociais, lideranças partidárias e religiosas, estudantes e mulheres para deliberar estratégias de luta conjunta contra o fim da aposentadoria.

Neste sentido, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, deverão ser realizadas atividades pelo movimento sindical para mostrar às trabalhadoras que elas são as mais prejudicadas com a reforma da previdência.

A mulher será uma das mais penalizadas com essa proposta de Jair Bolsonaro, que pretende aumentar muito os critérios para que consiga se aposentar, que hoje é de 60 anos de idade e 15 de contribuição. A PEC 6/2019 estabelece a idade mínima de 62 anos para a mulher conquistar sua aposentadoria, mas deverá ter também 40 anos de contribuição para assegurar o benefício integral.

“Todos são prejudicados, os que já estão e os vão entrar no mercado de trabalho, os aposentados e os que estão prestes a se aposentar”, alerta o presidente da CUT, Vagner Freitas, reforçando que é preciso fazer uma grande manifestação para barrar a aprovação desta reforma.

Fonte: CUT Nacional

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