Comando Nacional dos Bancários pede abono de ausências de trabalhadores

Entidade é contra pressões para que bancários compareçam ao trabalho sem condições de se locomover -  Foto: SPBancários/Maurício Moraes Entidade é contra pressões para que bancários compareçam ao trabalho sem condições de se locomover - Foto: SPBancários/Maurício Moraes
segunda-feira, 28/05/2018

A Contraf-CUT, em nome do Comando Nacional dos Bancários, entrou em contato com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na manhã desta segunda-feira (28/05) e solicitou que os bancos abonem as ausências ocorridas devido aos problemas de abastecimento de combustível. Para a Contraf-CUT, os trabalhadores e trabalhadoras não podem ser prejudicados pelos erros de gestão do governo.

“Solicitamos, ainda, que, nos casos em que a dispensa não for possível, os bancários e bancárias possam trabalhar em unidades mais próximas às suas residências”, disse Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.

A entidade repudia qualquer forma de pressão sobre a categoria por não conseguirem chegar aos seus locais de trabalho devido à falta de transportes coletivos, assim como pela utilização de bicicletas, ou outros veículos não motorizados.

“O uso da bicicleta não é alternativa para um problema nacional de grandes dimensões. Trata-se de uma alternativa amadora, que não leva em conta a condição física e de saúde dos trabalhadores e trabalhadoras, tampouco as grandes distâncias que precisam ser percorridas para que muitos deles cheguem aos locais de trabalho”, criticou Juvandia.

A Fenaban vai entrar em contato com os bancos e retornará à Contraf-CUT ainda nesta segunda-feira para informar o posicionamento das instituições acerca desse problema.

Aumentos abusivos combustíveis

A Contraf-CUT apoia a mobilização nacional dos caminhoneiros, que pedem a redução do preço do diesel e o aumento do valor do frete, entre outras reivindicações, assim como dos petroleiros, que reivindicam a redução dos preços de todos os combustíveis e mudança da política de reajuste de preços dos derivados de petróleo.

Em nota, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) explica que a atual política de reajuste, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás.

Segundo a FUP, a gestão de Pedro Parente onera o consumidor brasileiro para garantir o lucro de grandes investidores que especulam no mercado financeiro a partir das ações da empresa. Obriga a Petrobrás a abrir mão do mercado nacional de derivados para as importadoras, que hoje são responsáveis por um quarto de todos os combustíveis comercializados no País.

A Federação afirma, ainda que o número de importadoras de derivados quadruplicou nos últimos dois anos, desde que Parente adotou preços internacionais para o combustível vendido no país. Em 2017, segundo a FUP, o Brasil foi inundado com mais de 200 milhões de barris de combustíveis importados, enquanto as refinarias, por deliberação do governo Temer, estão operando com menos de 70% de sua capacidade.

“O povo brasileiro é quem paga a conta do desmonte da Petrobras, por meio de preços cada vez mais altos dos combustíveis, da mesma forma que é prejudicado com o desmonte dos bancos públicos”, observa Juvandia.

Fonte: Contraf-CUT

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