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Lucro cresce 22,9% e atinge R$ 3,920 bilhões no primeiro trimestre

Lucro cresce 22,9% e atinge R$ 3,920 bilhões no primeiro trimestre
terça-feira, 25/06/2019

A Caixa Econômica Federal obteve lucro de R$ 3,920 bilhões no primeiro trimestre de 2019, com um crescimento de 22,9% com relação ao mesmo período de 2018. Segundo o banco, o esse resultado é decorrente, principalmente, da estabilidade da margem financeira, pela redução de 24,4% nas despesas de PDD (Provisões para Devedores Duvidosos), e pelo aumento de 2,3% nas receitas de prestação de serviços. A rentabilidade permaneceu em 15,8%, percentual igual ao mesmo período do ano passado.

Em contrapartida, o banco encerrou o ano com 84.826 empregados, com o fechamento de 1.508 postos de trabalho em comparação a março de 2018. Em 17 de maio de 2019, a Caixa lançou um novo PDVE (Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário) com a expectativa de atingir 3.500 trabalhadores. 

No primeiro trimestre de 2018, ainda foram fechadas 14 agências, 26 lotéricos e 971 Correspondentes Caixa Aqui. Em contrapartida, houve aumento de 9,6 milhões de novos clientes.

Para Fabiana Uehara Proscholdt, secretária de Cultura da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e representante da entidade nas negociações com o banco, o resultado mostrado no destaque do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) é positivo e reforça a importância da Caixa se manter pública. Porém, a redução do quadro de funcionários mostra que o banco deixou de se preocupar com seu papel social.

“A Caixa já é um dos bancos com menos empregados dentre os quatro maiores. Nos últimos 12 meses foi o com maior queda percentual no número de empregados; em dezembro de 2014 contava com 101 mil, pelos números do primeiro trimestre está com 84.826 mil.”

“Com o Brasil vivendo uma recessão, milhares de desempregados e empresas quebrando, o Itaú, Bradesco, BB, Caixa e Santander tiveram lucro de R$ 23,87 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Foi o melhor trimestre para esses bancos em quatro anos, desde o primeiro de 2015. Não é toa que o sistema financeiro privado é o maior interessado na reforma da Previdência, pois querem, a qualquer custo, ampliar mais ainda sua margem de lucro em detrimento das condições de vida dos brasileiros”, afirmou Maria Rita Serrano, coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

Fonte: Contra-CUT

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