Empregados arrancam proposta melhor, mas ainda insuficiente para o Plano de Saúde

Membros da CEE voltaram a defender a manutenção da Caixa 100% pública no início da rodada de negociação - Foto: Jaílton Garcia/ Contraf-CUT Membros da CEE voltaram a defender a manutenção da Caixa 100% pública no início da rodada de negociação - Foto: Jaílton Garcia/ Contraf-CUT
quarta-feira, 08/11/2017

Os empregados da Caixa Econômica Federal arrancaram uma proposta melhor, mas ainda insuficiente, durante a reunião de negociação permanente realizada na manhã desta quarta-feira (8/11), em São Paulo, entre a CEE (Comissão Executiva dos Empregados), órgão que assessora a Contraf-CUT, e a direção do banco.

O encontro foi marcado para a Caixa dar um retorno às cobranças feitas pelos dirigentes sindicais no último dia 1º/11, após a instituição informar a intenção de fazer alterações no Saúde Caixa.

O banco concordou em transformar o Conselho do Usuário em deliberativo, porém, com um voto de minerva, e com a segregação contábil das contas. Também foram atendidas outras duas reivindicações dos empregados: a garantia de manutenção dos valores do Saúde Caixa, sem aumento abusivo, e a manutenção do modelo de custeio, até 31/12/2019.

Outra conquista foi a criação de um GT (Grupo de Trabalho) entre empregados e a Caixa, para discutir o contencioso da Funcef, o fundo de previdência complementar.

A CEE cobrar ou ainda a questão da incorporação de função dos trabalhadores, garantia de emprego, visto que já houve uma série de demissões em empresas estatais, e a assinatura dos 19 pontos do Termo de Compromisso, entregue no dia 27 de outubro.

“Qualquer garantia que os empregados conquistarem é fruto da forte greve de mais de 30 dias em 2016 e das paralisações pela Greve Geral neste ano”, afirmou Dionísio Reis, coordenador do CEE/ Caixa.

A próxima rodada de negociação permanente com a Caixa ocorrerá nesta quinta-feira (9).

Antes do início do encontro, os trabalhadores fizeram um ato em defesa da Caixa 100% pública, contra os ataques que o banco vem sofrendo.

Fonte: Contraf-CUT

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