Fenaban frustra categoria na primeira rodada de negociação

O Comando Nacional insistiu na manutenção dos direitos da categoria após 31 de agosto O Comando Nacional insistiu na manutenção dos direitos da categoria após 31 de agosto
quinta-feira, 28/06/2018

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) frustrou os integrantes do Comando Nacional dos Bancários durante a primeira rodada de negociação da Campanha 2018, realizada nesta quinta-feira (28/06), em São Paulo, ao se recusar a discutir a assinatura de um Pré-acordo para garantir a ultratividade dos direitos da categoria.

“Viemos para a mesa com disposição total de negociação e a expectativa de sair com um Pré-acordo assinado, garantindo os direitos dos trabalhadores, como Vales Refeição, Alimentação, Auxílio-creche/babá, mas isso foi frustrado pela postura dos bancos que não deram resposta nenhuma ao assunto”, critica a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, coordenadora do Comando.

A dirigente destacou que, em anos anteriores, o Pré-acordo que garantia a ultratividade sempre foi respeitado. Este documento foi apresentado à Fenaban no dia da entrega da Minuta de Reivindicações, no último dia 13. “Este ano sequer garantiram que isso será feito na próxima negociação. Reforçamos que essa é uma prioridade da categoria”. 

A atual CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) e os direitos nela previstos têm validade somente até 31 de agosto, já que a data base da categoria é 1º de setembro. Por isso, a ultratividade é uma necessidade da categoria, principalmente diante da vigência da legislação trabalhista do pós-golpe que autoriza a retirada de direitos. A lei 13.467, de novembro de 2017, foi gestada e aprovada pelos empresários, dentre eles os bancos.

“Essa primeira rodada de negociação só confirmou a importância da mobilização dos bancários e bancárias na defesa da CCT e da mesa única de negociação. Queremos negociação com seriedade. Nossa CCT está em risco, assim como todos os direitos da categoria, inclusive nossa PLR e a mesa unificada nacional entre bancos públicos e privados”, alertou a dirigente.

De janeiro a maio de 2017, foram celebrados no Brasil 13.665 Acordos Coletivos de Trabalho e 1.985 Convenções. Esse ano, com a mudança na lei, no mesmo período foram 3.782 (menos 72%) Acordos e 327 Convenções no País (menos 84%), segundo dados do Boletim Salariômetro, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O Comando apresentou uma proposta de calendário com datas para as próximas rodadas de negociação, mas os bancos marcaram somente para 12 de julho pela manhã, diante de dificuldades colocadas pela agenda dos negociadores.

“Deixamos com eles nossa proposta para que avaliem um calendário e reafirmamos nossa disposição de negociar”, reforçou Juvandia.

Mobilização nacional

A categoria bancária deve estar preparada para a luta que será ainda mais fundamental na Campanha 2018, como demonstrou a postura dos bancos nesta primeira reunião de negociação.

Por isso, o Comando Nacional agendou para a próxima quinta-feira (5/07) o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos.

No dia 11 de julho haverá um Dia Nacional de Luta em Defesa da CCT e dos direitos da categoria.

Bancários e bancárias de todo o País devem usar os dizeres #TodosPelosDireitos e #AssinaFenaban para ajudar a pressionar os bancos também pelas Redes Sociais.

Fonte: Contraf-CUT

COMPARTILHE