CCT e Acordos assinados com bancos garantem aumento real e direitos por dois anos

Juvandia Moreira e Ivone Silva, da coordenação do Comando Nacional dos Bancários, assinam a CCT 2018/2020 - Foto: Débora Nis -Sem Cortes Filmes Juvandia Moreira e Ivone Silva, da coordenação do Comando Nacional dos Bancários, assinam a CCT 2018/2020 - Foto: Débora Nis -Sem Cortes Filmes
sexta-feira, 31/08/2018

Reposição total da inflação, aumento real , assim como todos os direitos da categoria bancária foram garantidos nesta sexta-feira (31/08), em São Paulo, com a assinatura da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) 2018/2020 e os Acordos Aditivos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

Na ocasião, a presidenta da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Juvandia Moreira, destacou a importância da unidade entre os bancários e bancárias de todo o Brasil na Campanha Nacional Unificada 2018 e destacou a manutenção de todos direitos e o fortalecimento da organização dos bancários como outro grande resultado.

“Quero parabenizar os dirigentes sindicais do Comando. Esse processo foi construído com todos eles desde as Assembleias, Conferências Estaduais, Regionais, a Nacional, com muita maturidade e sabedoria, todos buscando representar o que era vontade dos bancários. E isso foi feito. A ‘reforma trabalhista’ tornou a conjuntura mais difícil e impactou nossa negociação, mas não o nosso patrimônio construído por tantos anos, a nossa CCT, da qual temos tanto orgulho e zelo.”

Juvandia ainda lembrou que isso foi possível pela unidade da categoria, que é um importante patrimônio construído ao longo dos anos com muita luta. “Construímos um acordo com aumento real que era o que os bancários queriam. Por isso aprovaram em Assembleias lotadas por todo o Brasil. Renovar mais um acordo com todos os direitos e aumento real por dois anos ajuda as demais categorias porque vira referência”.

Ela enalteceu também a importância dos Sindicatos, que sempre discutiram com os trabalhadores e trabalhadoras a forma de financiamento das ações sindicais para conquistar avanços. “Ter Sindicatos fortes, em negociação nacional como é a nossa, é importantíssimo. Por isso os bancários comemoram a assinatura desse acordo.”

O resultado disso, segundo a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das coordenadoras do Comando, Ivone Silva, é a conquista de uma CCT com a Fenaban e os Acordos Aditivos específicos do BB e da Caixa, que são exemplos de resistência contra a reforma trabalhista, aprovada após o golpe.

“Conseguimos manter todos os direitos previstos na nossa Convenção Coletiva, que os bancos propuseram retirar ao longo das mesas de negociação. E temos esses direitos garantidos por dois anos, o que é fundamental diante do cenário de incertezas no país. Além disso, garantimos a validade da CCT para mais de 90 mil bancários que seriam considerados hipersuficientes”, destaca.

Quando o trabalhador ganha, a economia se fortalece

Os ganhos da categoria bancária na Campanha 2018 – dos quase 500 mil trabalhadores e trabalhadoras de bancos públicos e privados em todo o Brasil – terão forte impacto na economia do País.

Somente o reajuste de 5% nos salários da categoria representa acréscimo anual de cerca de R$ 2,5 bilhões na economia. O mesmo vale para os vales alimentação e refeição: um impacto adicional de R$ 384 milhões em um ano.

Em âmbito nacional a PLR conquistada injetará por volta de R$ 7,036 bilhões no mercado, nos próximos 12 meses. Já com a antecipação do pagamento, em 20 de setembro, o será de cerca de R$ 3,190 bilhões.

“Somados os reajustes nos salários, vales e a PLR total levarão para a economia nacional cerca de R$ 9,922 bilhões. São quase R$ 10 milhões que saem dos cofres dos bancos para os bolsos dos trabalhadores e vão aquecer o consumo e ajudar a economia girar”, avaliou Juvandia.

“Essa é mais uma mostra da importância dos trabalhadores terem salários melhores e mais direitos para a economia nacional: empregos e salários produzem um mercado interno forte, robusto, capaz de enfrentar as incertezas da crise. Esse é o País que queremos e vamos continuar lutando para construir, com mais empregos, inclusão e justiça social, igualdade de oportunidades para todos.”

Acordos específicos dos bancos públicos

Na sequência da assinatura com a Fenaban, as lideranças das entidades sindicais dos bancários também assinaram os acordos específicos dos bancos públicos.

“Parabéns às Comissões do Banco do Brasil e da Caixa por esses acordos. Os bancários de bancos públicos serão os únicos funcionários públicos a terem aumento real”, comemorou Juvandia.

Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa do Banco do Brasil, disse que o importante é que o acordo manteve todas as cláusulas e não tirou direitos dos bancários. “Mostramos nossa disposição de discutir assuntos polêmicos, mas sempre com foco em manter e ampliar direitos dos bancários. Criamos paradigma de negociação.”

Dionísio Reis, coordenador da CEE (Comissão Executiva dos Empregados) da Caixa, ressaltou que a história de luta e conquista dos empregados prevaleceu na defesa da Caixa 100% pública.

“Na manutenção do Saúde Caixa e da PLR Social, no fim do descomissionamentos de gestante e a manutenção do direitos, a luta continuará por melhores condições de trabalho e contra a privatização.”

Fonte: Contraf-CUT

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