Sindicato alerta bancários da Caixa sobre ataques aos direitos

Johni Muller e Divonzir Lemos Carneiro na reunião com os empregados da Caixa em Cornélio Procópio Johni Muller e Divonzir Lemos Carneiro na reunião com os empregados da Caixa em Cornélio Procópio
quinta-feira, 23/06/2016

Em reunião realizada hoje (23/06), na agência da Caixa Econômica Federal, o Sindicato de Cornélio Procópio relatou as principais deliberações aprovadas durante o 32º Conecef (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa), realizado entre os dias 17 e 19 de junho, em São Paulo.

Os informes foram feitos pelo delegado sindical Johni Muller e diretor eleito para a gestão 2016/2019 do Sindicato.

"As principais propostas dizem respeito à defesa da manutenção da Caixa 100% pública, o fortalecimento do seu papel social, enquanto banco, bem como a unidade da categoria na Campanha Nacional deste ano, dentre outras demandas aprovadas por unanimidade pelos delegados presentes ao 32º Conecef”, destaca.

Na reunião, o presidente do Sindicato de Cornélio Procópio, Divonzir Lemos Carneiro, enfatizou a necessidade de todos os bancários e bancárias da Caixa, bem como do conjunto da Classe Trabalhadora, estejam mobilizados contra os vários projetos de lei que estão tramitando no Congresso Nacional.

Dentre estas ameaças, Divonzir aponta o PL 4918/2015, que estabelece normas para as empresas estatais; o PL 450/2015, o qual prevê a criação do Simples Trabalhista, proporcionando a contratação de trabalhadores com menos direitos; o PL 6411/2013, que propõe o fim da ultratividade (validade dos direitos estabelecidos nas Convenções ou Acordos Coletivos para os contratos individuais de trabalho);  o PL 4193/2012, no qual se pretende dar preferência ao que que for negociado sobre o que está previsto em Lei; e o PLC 30/2015, que regulamenta a terceirização no Brasil.

“Estes projetos atacam diretamente direitos sociais e direitos conquistados a duras penas pelos trabalhadores e trabalhadoras ao longo do tempo. Estamos vivenciando um momento extremamente delicado no país, no qual estão em jogo não só a democracia, como também o futuro das empresas estatais, a atual legislação trabalhista e, principalmente, o emprego formal”, adverte o presidente do Sindicato de Cornélio Procópio.

Por Amando Duarte Jr.

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