Mulheres em Cornélio Procópio marcham por nenhum direito a menos

Dirigentes do Sindicato de Cornélio Procópio durante a marcha contra a reforma da Previdência Dirigentes do Sindicato de Cornélio Procópio durante a marcha contra a reforma da Previdência
quarta-feira, 08/03/2017

"Nenum direito a menos" foi o mote da marcha
em Cornélio contra a reforma da Prevência

A questão da mulher negra também foi lembrada durante o protesto deste dia 8 de Março

O Dia Internacional da Mulher mexeu com o Centro de Cornélio Procópio. Com a participação de dirigentes do Sindicato dos Bancários, da APP-Sindicato, trabalhadores e trabalhadoras rurais sem-terra e ativistas da Consciência Negra, juntamente com estudantes, saíram em marcha pelas ruas da cidade neste dia 8 de março contra a reforma da Previdência Social.

De acordo com Ivaí Lopes Barroso, diretor do Sindicato de Cornélio Procópio, a manifestação seguiu a orientação da CUT Nacional e atendeu aos anseios das mulheres de lutar contra a proposta de reforma que está sendo imposta pelo governo Michel Temer (PMDB).

“Convocamos todas as trabalhadoras a se unirem na luta contra as alterações nas regras da Previdência porque a mulher é a maior prejudicada. Embora muitas vezes tenha duas e até três jornadas em seu dia, poderá ser obrigada a se aposentar com o mesmo tempo de contribuição e idade que o homem”, critica.

Ivaí lembra que a proposta de Temer prevê que para a mulher trabalhadora se aposentar por idade a idade mínima subirá dos atuais 15 anos para 25 anos e, além disso, só poderá requerer esse direito aos 65 anos de idade.

“Mas se quiser receber o teto de benefício, a mulher vai ter que seguir o mesmo que o governo está querendo determinar para o homem, que são 49 anos de contribuição ininterrupta. Ou seja: não vai poder ficar desempregada nenhum mês”, salienta.

Por Armando Duarte Jr. 

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