Comando inicia negociações de 2018 com a Fenacrefi

Trabalhadores reivindicam a manutenção dos atuais direitos previstos na CCT Trabalhadores reivindicam a manutenção dos atuais direitos previstos na CCT
quarta-feira, 30/05/2018

O Comando de Negociação dos Financiários da Contraf-CUT se reuniu com a Fenacrefi (Federação Interestadual das Instituições de Crédito de Financiamento e Investimento) nesta quarta-feira (30/05), em São Paulo, para discutir a renovação da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) e a manutenção dos direitos.

Para o coordenador do Comando, Jair Alves, seria importante que a questão fosse definida antes do término da vigência da atual CCT. “Precisamos garantir os direitos já conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras e lutar por avanços nas negociações. Teremos essa resposta no dia 12 de junho”, disse.

Jair se refere à data em que a Fenacrefi ficou de apresentar resposta sobre a reivindicação de manutenção dos direitos da categoria até que seja fechado a nova CCT (ultratividade), além dos outros pontos debatidos na reunião: homologação, taxa negocial e as cláusulas referentes ao reajuste da categoria.

A bancada patronal enviará no final de semana uma proposta oficial sobre regulamentação do trabalho na categoria e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), além de alterações na jornada de trabalho e nos cargos de confiança.

Sobre a regulamentação dos trabalhadores e trabalhadoras, a Fenacrefi propôs a alteração do acordo, para que seja permitido que os financiários trabalhem aos finais de semana.

Jair Alves, afirmou que sempre houve a preocupação com os financiários, que trabalham nas áreas de varejo. “Estamos abertos para discutir o assunto. Temos uma dificuldade grande nessas empresas para regulamentar os financiários e estamos sempre buscando o reconhecimento dos trabalhadores.”

A proposta de alteração da jornada de trabalho na CCT dos financiários, também foi discutida. “Vamos discutir sobre a jornada de trabalho de forma que seja o melhor para a categoria. Precisamos analisar o impacto econômico disso e discutir um piso salarial para a nova jornada”, afirma Katlin Sales, diretora da Fetec-PR e integrante do Comando dos Financiários da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT

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