NÃO PRECISA SER PARA SENTIR

Seminário da Fetec-CUT/PR em Londrina discute inclusão social

O presidente do Sindicato de Londrina, Felipe Pacheco (à esq.), cumprimentou os participantes do Seminário O presidente do Sindicato de Londrina, Felipe Pacheco (à esq.), cumprimentou os participantes do Seminário
segunda-feira, 10/12/2018

Júnior César Dias, presidente da Fetec-CUT/PR, destacou a importância dos debates em torno da igualdade de oportunidades

O tema “A democracia e questões raciais”
foi abordado por Ivaí Lopes Barroso, diretor do Sindicato de Cornélio Procópio

A Fetec-CUT/PR (Federação dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito do Paraná) realizou nos dias 7 e 8 de dezembro, no Auditório Joaquim Borges Pinto, do Sindicato de Londrina, o 2º Seminário “Não precisa ser para sentir”, que abordou o preconceito e a discriminação por questões de gênero, raça, orientação sexual e PCDs (Pessoas com Deficiência).

Na abertura do evento, Caroline Helena dos Santos, pesquisadora em Literatura Marginal e crítica feminista, falou sobre “Violência e Gênero”, destacando as diversas formas de ataques existentes na sociedade contra a mulher, seja física, psicológica ou até mesmo moral.

O segundo dia do Seminário teve um painel sobre “PCD e políticas públicas de inclusão”, com apresentação do dirigente da Regional PACTU, da Fetec-CUT/PR, Neil Emídio Júnior.

Ele apontou as dificuldades que o deficiente enfrenta no dia a dia, que vão desde a exclusão social, a discriminação, preconceito e a falta de aplicação dos direitos previstos para este segmento na legislação brasileira.

“A inclusão das pessoas com deficiência é um desafio para a sociedade brasileira e para superar isso é preciso que cada um se coloque no lugar do outro e se conscientize da sua condição”, avalia Neil.

Ivaí Lopes Barroso, diretor do Sindicato de Cornélio Procópio, falou sobre “A democracia e questões raciais”. A luta pela igualdade, fim da discriminação e a valorização do negro na sociedade brasileira foram alguns pontos abordados por Ivaí que dizem respeito aos afrodescententes.

Para ele, é preciso rever a história oficial não só do Brasil, mas de diversos outros países, para ressaltar a importância do povo negro na formação política, cultural e no desenvolvimento universal dos demais povos.

Já o painel "Feminismo e diversidade LGBT” contou com presença de Eliana Maria dos Santos, doutora em Ciências Sociais pela UFPR (Universidade Federal do Paraná) e do funcionário do Banco do Brasil e professor universitário Luiz Gustavo Marques Ribeiro.

Foram dadas explicações sobre o que é sexualidade, a forma como cada indivíduo busca satisfazer seu prazer físico e emocional, envolvendo aspectos biológicos, sociais, culturais e psíquicos.

Em relação à diversidade, Eliana e Luiz Gustavo ressaltaram a importância de assegurar a todas as pessoas os direitos sociais políticos, econômicos e culturais, independente de diferenças de classe, raça, etnia, gênero ou mesmo orientação sexual.
 


Caroline Helena dos Santos falou sobre as várias
formas de violência cometidas contra a mulher

 
 
 Eliana Maria dos Santos participou do painel "Feminismo e diversidade LGBT” 

Por Armando Duarte Jr.

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