Vida desta semana explica principais pontos da reforma trabalhista

Vida desta semana explica principais pontos da reforma trabalhista
quarta-feira, 19/07/2017

A edição impressa do Vida Bancária desta semana traz uma série de informações a respeito da reforma trabalhista, aprovada no último dia 11 de julho no Senado e sancionada dois dias após, sem vetos, por Michel Temer (PMDB), atendendo aos interesses dos grandes empresários do País.

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Nas páginas centrais, o jornal detalha, em forma de um infográfico, os principais pontos da legislação trabalhista que foram alterados e as novas regras que passarão a vigorar em novembro deste ano.

O Vida lembra que a proposta de reforma de Temer tramitou de forma rápida na Câmara dos Deputados e no Senado, sem ouvir as Centrais Sindicais a respeito das mudanças que afetarão a maioria da Classe Trabalhadora brasileira.

A Coluna Espaço para a Saúde, que excepcionalmente está na pág. 3, aborda os reflexos da reforma nas normas relacionadas à saúde ocupacional e segurança no trabalho, com base em análise feita pelo Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho).

Na avaliação do órgão da Unicamp (Universidade de Campinas), “num passe de mágica” medidas protetivas, como, por exemplo, o controle da jornada e o intervalo para descanso/alimentação, poderão mudar o grau de insalubridade a que está exposto o trabalhador, possibilitando assim o aumento dos afastamentos.

Campanha 2017

O destaque de Capa da edição 1.445 do Vida é a Pesquisa feita com 251 bancários e bancárias da base territorial de Londrina, que apontaram as prioridades de luta para a Campanha Nacional 2017.

A defesa do emprego foi apontada como principal demanda a ser negociada com os bancos este ano, mas a maioria das respostas também defende o combate às reformas do governo Temer, mais saúde e fim do assédio moral.

Além disso, a Pesquisa levantou a opinião da categoria a respeito da política e da forma como a grande imprensa tem se comportado diante da crise pela qual passa o País. A maior parte dos entrevistados se posicionou a favor de eleições diretas já, como forma de sair da crise instalada no país.

Para Regiane Portieri, presidenta do Sindicato de Londrina, as respostas dos bancários e bancárias demonstram que há preocupação com os rumos que o País está tomando. “Mesmo com as questões econômicas já definidas temos muito para avançar na defesa do emprego e por melhores condições de trabalho, visando garantir a saúde da categoria. Além disso, temos que organizar uma forte mobilização para combater a terceirização no setor financeiro, bem como a retirada de direitos”, aponta Regiane.

Compromisso

Leia na pág. 4 um balanço sobre a devolução de 60% do Imposto Sindical deste ano feita pelo Sindicato de Londrina para os bancários e bancárias filiados, mantendo em pé um compromisso assumido há 21 anos.

Amaury Soares, secretário de Finanças do Sindicato de Londrina, afirma que com este processo foram repassados mais de R$ 190 mil à categoria. “Esse é um compromisso histórico da nossa entidade e por isso convidamos os bancários e bancárias que ainda não estão filiados a vir somar nesta luta”, conclama Amaury.

O jornal também informa que o Sindicato de Londrina ingressou com ação na Justiça do Trabalho requerendo o pagamento do Adicional de quebra de caixa para os empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal que atuam nas funções de caixa e avaliador de penhor.

PDVE no Bradesco

Outra importante matéria da pág. 4 tem detalhes a respeito do PDVE (Plano de Desligamento Voluntário Especial) lançado no dia 13 de julho pelo Bradesco. Valdecir Cenali, diretor do Sindicato de Londrina e representante do Vida Bancária na COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco orienta os funcionários e funcionárias do banco a analisarem bem as condições proposta antes de aderir.

O Vida Bancária relata ainda a organização, pelas entidades que formam o movimento Brasil Popular de Londrina, de mobilização dos movimentos sindical e social em defesa de políticas públicas, dos direitos trabalhistas e previdenciários.

Por Armando Duarte Jr.

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