Contraf-CUT promove Seminário para debater estratégias contra a violência

Roberto von der Osten, presidente da Contraf, Gustavo Tabatinga, coordenador do Coletivo de Segurança Bancária e José Boa Ventura, presidente da Confederação dos Vigilantes Roberto von der Osten, presidente da Contraf, Gustavo Tabatinga, coordenador do Coletivo de Segurança Bancária e José Boa Ventura, presidente da Confederação dos Vigilantes
terça-feira, 22/08/2017

O evento, realizado em São Paulo, reúne representantes dos bancários e dos vigilantes

Está sendo realizado nesta terça-feira (22/08), no Auditório do Sindicato de São Paulo, o Seminário de Segurança Bancária da Contraf-CUT, que aborda as mudanças na Lei de Segurança Privada, Inovações Tecnológicas na Segurança Bancária, Organização dos Trabalhadores contra a violência e como os vigilantes e bancários enfrentam as situações de medo nas agências.
De acordo com o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, a realização deste evento visa disseminar os debates sobre segurança bancária entre as Federações e Sindicatos, para que seja possível diminuir os casos de violência contra a categoria.

“Não queremos violência e riscos no nosso trabalho. Os ataques a bancos, principalmente os que colocam em risco a vida humana e que nos amedrontam, tem que ser evitados”, disse o presidente da Contraf-CUT, ressaltando que o Seminário discutirá os ataques e a estratégia para impedir ou minimizar os danos físicos e psicológicos.

“Existem maneiras para evitá-los, mas sempre esbarram na negativa dos bancos em investir na segurança das pessoas. Estão mais interessados na segurança patrimonial”, criticou.
Mesmo com a preocupação em aprimorar os cuidados com a segurança, ainda há muita dificuldade em mensurar os casos de violência nas agências. “Essa cultura de segurança precisa ser repassada às entidades. Não temos estatísticas precisas de ataques aos bancos porque nem todos os Sindicatos fazem esse acompanhamento”, afirmou Gustavo Tabatinga, coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Contraf-CUT.
Para o advogado Gutemberg Oliveira, esses ataques podem provocar também adoecimento nos trabalhadores. “A síndrome do pânico, por exemplo, é uma doença causada quando a segurança falha e o trabalhador sofre violência”, explicou.

Propostas para melhorar a segurança


Lupinha Moretto, diretor do Sindicato de Londrina, participa do Seminário de Segurança Bancária

O diretor do Sindicato de Londrina, Lupinha Moretto, está participando do Seminário em São Paulo e lembra que a categoria tem propostas para melhorar a segurança nos bancos e que são defendidas nas negociações com a Fenaban, bem como nas reuniões da CCASP (Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada).

“Defendemos que os bancos instalem portas de segurança antes do autoatendimento, câmeras de monitoramento em tempo real, vidros blindados nas faixadas, que a abertura das agências seja feitas por empresas de segurança, biombos entre filas e outros dispositivos necessários para inibir o elevado número de ataques a agências e postos de atendimento bancário em todo o País”, aponta.

De acordo com Lupinha, os investimentos feitos pelos bancos em segurança ainda são tímidos diante dos lucros bilionários que têm arrecadado ano a ano.

Fonte: Contraf-CUT

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