Rodadas com o banco discutem homologações nos Sindicatos e demandas de saúde

A COE ressaltou a importância de que as homologações das rescisões do Contrato de Trabalho sejam feitas pelos Sindicatos A COE ressaltou a importância de que as homologações das rescisões do Contrato de Trabalho sejam feitas pelos Sindicatos
quinta-feira, 01/03/2018

A COE (Comissão de Organização dos Empregados) e os representantes dos funcionários no o Grupo de Trabalho sobre Saúde e Condições do Trabalho se reuniram com o Itaú nos dias 27 e 28 de fevereiro, em São Paulo, para dar continuidade às negociações sobre as reivindicações dos trabalhadores a respeito da realocação e qualificação dos funcionários (cláusula 62) e sobre o adiantamento emergencial de salário nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença (cláusula 65).

Antes de entrar no debate sobre as cláusulas 62 e 65, a COE chamou a atenção do banco para a importância da homologação das rescisões de Contrato de Trabalho pelos Sindicatos. Foi ressaltada que a manutenção deste procedimento é uma forma de verificar a ocorrência de erros que podem prejudicar os bancários e bancárias.

O banco alegou que em alguns locais os gestores já faziam a rescisão. Para o Itaú, a única diferença é que antes o representante do banco ia até o Sindicato. Mas, disse que não ter restrição da participação do representante do Sindicato na hora da rescisão se isso for solicitado pelo bancário.

A COE solicitou que até o final da vigência da atual CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria o banco mantenha as homologações nos Sindicatos para que sejam evitados conflitos desnecessários e ressaltou que as entidades sindicais vão continuar defendendo os direitos dos trabalhadores. Se não for mantida a homologação das rescisões, onde e quando for possível, os Sindicatos acompanharão as rescisões nos locais indicados pelos bancos.

Cláusula 62

Com relação à cláusula 62, uma das reivindicações da COE é que seja garantida a mesma lotação e cargo aos bancários e bancárias que retornam ao trabalho após afastamentos por problemas de saúde, ou gravidez.

Os dirigentes sindicais argumentaram que a realocação em locais e com cargos diferentes dos que tinham antes do afastamento tem causado insegurança e apreensão entre os funcionários por não saberem onde irão trabalhar e o que vão fazer.

Programa de readaptação

O GT de Saúde abordou o Programa de Readaptação, instituído pelo banco sem a participação do movimento sindical.

Para a COE, existe um contrassenso no programa de readaptação instituído pelo banco com relação à avaliação, pois ao mesmo tempo em que o bancário e a bancária retornam ao trabalho têm suas metas reduzidas, continuam sendo avaliados nos mesmos padrões dos demais funcionários.

Por isso, foi defendida a adoção de uma avaliação diferenciada para aqueles que estão com capacidade reduzida.

Os trabalhadores ressaltam ainda que, da forma como é feita, a avaliação está, inclusive, gerando demissões.

Alterações na USO

A COE também cobrou alterações na USO (Unidade de Suporte Operacional) do banco que, em regra, não fixa os bancários e bancárias lotados neste departamento a um local de trabalho.

Com isso, muitas vezes, para cumprir suas funções, eles precisam se deslocar por mais de 100 quilômetros, foi salientado durante a reunião.

Cláusulas 15, 29 e 65

O debate realizado no GT de Saúde sobre a cláusula 65, que trata sobre adiantamento emergencial de salários nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença, tem relação com outras duas cláusulas, a 15, que trata sobre o auxílio alimentação, e a 29, que trata da complementação de auxílio-doença previdenciário e acidentário.

Os trabalhadores reivindicam o pagamento da Cesta-alimentação também para os casos da cláusula 65. Com relação à cláusula 29, a reivindicação é para que haja o parcelamento da devolução dos valores adiantados aos funcionários.

O banco confirmou para a COE o que havia dito no dia anterior no GT de Saúde: dará uma resposta sobre a reivindicação na sexta-feira (9/03).

Demissões

Os dirigentes sindicais também relataram a preocupação com relação ao possível aumento do número de demissões no banco, principalmente devido à incorporação do Citibank, principalmente nas cidades onde o banco tinha maior número de funcionários (Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo).

O banco disse que até o momento não existe movimento de redução do quadro de funcionários, mas as agências serão avaliadas para verificar a rentabilidade das mesmas e, no caso de não haver retorno financeiro para o banco, algumas podem ser fechadas.

Atendendo a pedido da COE, em caso de necessidade de fechamento de agências e demissões, a Contraf-CUT e os Sindicatos serão comunicados antecipadamente.

A próxima reunião da COE está pré-agendada para o dia 23/03, às 10h00, no Ceic (Centro Empresarial Itaú), em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT

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