Itaú coage bancários convocados como testemunhas

E-learnig de Testemunhas emite preceitos como: “pensamos e agimos como donos”.  Arte: Seeb-SP E-learnig de Testemunhas emite preceitos como: “pensamos e agimos como donos”. Arte: Seeb-SP
quinta-feira, 10/08/2017

Sob o pretexto de ensinar como se portar em uma audiência judicial trabalhista, o Itaú intimida bancários convocados como testemunhas a agirem de acordo com os interesses do banco perante o juiz; e ainda busca demover funcionários que se sintam lesados a acionarem a Justiça. Para isso, criou um curso e um departamento exclusivo: a unidade de testemunhas. As aulas carregadas de mensagens subliminares são introduzidas por um vídeo contendo depoimentos de altos executivos. 

Denonimando E-learnig de Testemunhas, o curso emite aos funcionários preceitos como: “pensamos e agimos como donos”, “esse é o nosso jeito”, “fanáticos por performance”.  O curso também transmite a mensagem “o melhor argumento é o que vale”.

Outro trecho da aula enfatiza que o empregado testemunha deve fazer o que é certo. “Mas dizer o que é certo para quem? O que é o certo para o banco? Não pagar hora extra? Cometer assédio moral? Cometer desvio de função?. 

 “Compromisso com a verdade” – Tanto o conteúdo do curso quanto o vídeo contendo depoimentos dos altos executivos ressaltam a importância do “compromisso com a verdade”. O artigo 369 do Código do Processo Civil determina que as partes em litígio (patrão e empregado) têm o direito de empregar os meios legais e morais para provar a verdade dos fatos.

Advogados de empregados já estão, inclusive, utilizando dessa informação do curso oferecido pelo banco para questionar o depoimento das testemunhas levadas pelo Itaú nas audiências.

Fonte: spbancarios.com.br

LM

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