PREPARANDO AS LUTAS

Funcionários debatem balanço do Itaú na abertura do Encontro Nacional

Funcionários debatem balanço do Itaú na abertura do Encontro Nacional
quinta-feira, 05/08/2021

Com o mote “O futuro só será possível com emprego, saúde e melhores condições de trabalho”, começou na tarde nesta quinta-feira (5/08), o Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Itaú Unibanco, realizado por webinário na plataforma Zoom. Até o final do dia, os trabalhadores debaterão emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e previdência complementar.

“Espero que a gente tire deste encontro ações específicas para os funcionários do Itaú, além de estratégias para lutar contra esse governo genocida, que vem dia a dia atacando o direito dos trabalhadores e claramente governa para poucos, aumentando a fome e o desemprego do País, pensando apenas nos privilegiados”, afirmou Vinicius Assumpção, vice-presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, lembrou que o Itaú está promovendo mudanças radicais que estão afetando diretamente as agências e os trabalhadores. “O princípio de não ter um cargo definido, você ganha o salário, mas pode praticar tudo, passa muita insegurança aos trabalhadores. Isso sem falar dos levantamentos de qual agência funciona e qual não funciona. As que não dão lucro podem ser fechadas. E o trabalhador fica no meio de tudo isso, sem saber o que fazer”, lamentou.

Ivone fez um regate das negociações feitas com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) logo no início da pandemia do coronavírus (Covid-19), que salvou a vida de inúmeros bancários. “Agora chegou a hora de começar a negociar o retorno ao trabalho presencial daqueles que estão em home office. Nós vamos ter que nos mobilizar e lutar muito para colocar as sequelas da Covid-19 como doença do trabalho”, completou Ivone.

Balanço Itaú

A apresentação dos dados do balanço do banco Itaú Unibanco foi a primeira mesa do trabalho do Encontro. “Se o banco repetir o mesmo resultado do primeiro semestre de 2021, no segundo semestre estará muito próximo de ultrapassar o seu maior recorde de lucro, obtido em 2019, de mais de R$ 26 bilhões. Isso num ano todo vivendo numa pandemia”, destacou Cátia Uehara, economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Ela explicou que um dos motivos que levaram o banco a estar no mesmo patamar de antes de crise, é a diminuição de custos, com o home office e a queda de visitas e viagens.

Outro fator claro para estes resultados é o fechamento de agências e de postos de trabalho. Em 12 meses, 114 agências físicas foram fechadas. No mesmo período, se desconsiderar os trabalhadores de tecnologia e da empresa ZUP, houve uma queda de 1.900 postos de trabalho.

“Todos são prejudicados nessa movimentação. Uns ficam desempregados, outros sobrecarregados e os clientes, que são usados como justificativa para essas mudanças, sofrem com a piora no atendimento”, disse Cátia, ao apontar que a relação clientes por empregados era de 642 em 2014, atualmente é de 1001,2.

Fonte: Contraf-CUT

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