Governo Beto Richa ataca autonomia das Universidades Públicas Estaduais

Governo Beto Richa ataca autonomia das Universidades Públicas Estaduais
quinta-feira, 08/06/2017

Seguindo o receituário neoliberal, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) lançou na semana passada mais um “pacote de maldades”, dessa vez dirigido às sete IEES (Instituições Estaduais de Ensino Superior).

O governo decidiu bloquear os recursos das Universidades para pressionar que as mesmas sejam incluídas no Sistema RH Paraná Meta 4, para assim poder controlar financeiramente e administrativamente as instituições, sob a alegação de que falta transparência nas suas gestões.

Essa medida fere o princípio constitucional que estabelece a autonomia universitária e compromete não só o pagamento de suas obrigações, mas também o custeio de atividades acadêmicas, pesquisas, os diversos serviços prestados à população paranaense e o próprio Ensino Superior no Paraná.

Além disso, Beto Richa suspendeu o TIDE (Tempo Integral e Dedicação Exclusiva), que é pago aos docentes e técnicos das IEEs.

“O corte de regime de trabalho de Tide no salário dos professores representa um rebaixamento brutal salarial, porque esse valor corresponde a 55% do salário. Isso, no nosso entendimento, é praticamente o fim da carreira docente dentro das universidades", explicou o presidente da Sindiprol/Aduel, Nilson Magagnin Filho.

Resistência

Para combater esse “pacote de maldades”, professores, servidores e estudantes das sete Universidades Públicas do Paraná estão mobilizados e organizam manifestações para denunciar Beto Richa pela tentativa de precarizar as instituições.

Em Londrina, nesta sexta-feira (9/06) vai ser realizado o “Cortejo#ForçaUEL”, a partir das 9h00, com uma concentração na Praça do CECA (Centro de Comunicação Educação e Artes). De lá, a comunidade universitária e apoiadores do movimento seguirão em marcha rumo à Reitoria.

Vale lembrar que o governador tucano deu calote no reajuste dos servidores públicos estaduais do Paraná, que deveria ser pago em janeiro deste ano. A alegação é falta de recursos para cobrir a folha de pagamento.

Por Armando Duarte Jr.

COMPARTILHE