ADEUS APOSENTADORIA

Câmara aprova reforma da Previdência na primeira votação

Foram 379 a favor e 131 contra o texto que muda as regras da aposentadoria no Brasil - Foto: Luis Macedo/Agência Câmara Foram 379 a favor e 131 contra o texto que muda as regras da aposentadoria no Brasil - Foto: Luis Macedo/Agência Câmara
quinta-feira, 11/07/2019

O texto base da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 6/2019, foi aprovado na noite da quarta-feira (10/07) por 379 a 131 e agora segue para o segundo turno de votação ainda na Câmara dos Deputados.

A votação a favor do governo e contra a Classe Trabalhadora, que quer ter o direito de se aposentar dignamente, animou o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM), que já afirmou ter o objetivo de votar o segundo turno ainda esta semana, já que a partir do dia 18 de julho vai começar o recesso parlamentar.

Porém, como ficou público pelos deputados e deputadas de oposição ao governo, a questão da compra de votos por emendas parlamentares com “cheque sem fundo”, porque não há certeza como o governo de Jair Bolsonaro (PSL) vai pagar os deputados e deputadas que votaram a favor da reforma da Previdência em troca de votos, pode ser que tenha uma reviravolta no segundo turno.

O governo liberou mais de R$ 2,5 bilhões em emendas parlamentares distribuídas cirurgicamente para beneficiar os deputados aliados para que eles votassem a favor da reforma, segundo apuração da ONG Contas abertas e dados oficiais.

“A aprovação da reforma está custando caro aos brasileiros. Bolsonaro jogou pesado e com muito dinheiro dos cofres públicos para garantir os votos favoráveis”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Segundo ele, a CUT e todo o movimento sindical têm a obrigação histórica de denunciar à sociedade em que circunstâncias foi aprovada a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro.

“É uma reforma que acaba com a aposentadoria, destrói direitos dos trabalhadores e tem como único objetivo beneficiar o poder econômico em prejuízo da maioria dos brasileiros, principalmente os mais pobres”, disse o presidente da CUT.

A PEC 6/2019 deverá tramitar no Senado no segundo semestre, onde será submetida a dois turnos de votação.

Veja como votaram os representantes do Paraná na Câmara dos Deputados:

• Aliel Machado (PSB-PR) - NÃO

• Aline Sleutjes (PSL-PR) - SIM

• Aroldo Martins (PRB-PR) - SIM

• Boca Aberta (PROS-PR) - SIM

• Christiane de Souza Yared (PL-PR) - SIM

• Diego Garcia (PODEMOS-PR) – SIM

• Enio Verri (PT-PR) - NÃO

• Evandro Roman (PSD-PR) - SIM

• Felipe Francischini (PSL-PR) - SIM

• Filipe Barros (PSL-PR) – SIM

• Giacobo (PL-PR) - SIM

• Gleisi Hoffmann (PT-PR) – NÃO

• Hermes Parcianello (MDB-PR) - SIM

• Leandre (PV-PR) – SIM

• Luciano Ducci (PSB-PR) - NÃO

• Luisa Canziani (PTB-PR) – SIM

• Luiz Nishimori (PL-PR) - SIM

• Luizão Goulart (PRB-PR) – SIM

• Gustavo Fruet (PDT-PR) - NÃO

• Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) - SIM

• Pedro Lupion (DEM-PR) - SIM

• Reinhold Stephanes Junior (PSD-PR) – SIM

• Ricardo Barros (PP-PR) - SIM

• Rubens Bueno (Cidadania-PR) - SIM

• Sargento Fahur (PSD-PR) - SIM

• Schiavinato (PP-PR) - SIM

• Toninho Wandscheer (PROS-PR) – SIM

• Vermelho (PSD-PR) - SIM

• Zeca Dirceu (PR-PR) - NÃO

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