PROTEÇÃO SOCIAL EM RISCO

Seminário alerta para desmonte das políticas de saúde do trabalhador

O Seminário foi promovido pela Contraf-CUT, Fetec-CUT/PR e o Sindicato dos Bancários de Curitiba O Seminário foi promovido pela Contraf-CUT, Fetec-CUT/PR e o Sindicato dos Bancários de Curitiba
terça-feira, 16/04/2019

Dirigentes sindicais de todo o País participaram do Seminário sobre o desmonte das políticas sociais

A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), a Fetec-CUT/PR (Federação dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito do Paraná) e o Sindicato dos Bancários de Curitiba promoveram no dia 8 de abril o Seminário “O desmonte da proteção social: A saúde do trabalhador do século XXI”.

Estavam presentes na mesa de debates a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, o presidente da Fetec-CUT/PR, Júnior César Dias, o secretário de Saúde da entidade, Ademir Vidolin, o psiquiatra Mário Giuliett, o médico do Ministério Público do Trabalho, Elver Moronte, entre outros.

Os Sindicatos do Vida Bancária participaram do evento, juntamente com diversos outros dirigentes sindicais da categoria de várias cidades do País.

Segundo Dulce Silveira, secretária de Saúde do Sindicato de Londrina, foram apontadas as diversas dificuldades enfrentadas pelos bancários e bancárias para conseguir benefícios junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para os casos de LER (Lesões por Esforços Repetitivos)/DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) e, também, para distúrbios psicológicos.

“Essa iniciativa das entidades de levantar esse assunto é fundamental para estabelecermos uma resistência ao desmonte da seguridade social. Nos bancos, em especial, a imposição de metas absurdas, o assédio constante e a falta de pessoal estão destruindo a saúde da categoria bancária”, denuncia. Apesar do número elevado de adoecimentos no setor financeiro, a secretária de Saúde do Sindicato afirma que os bancos não fazem nada para mudar a forma de organização no trabalho, porque estão preocupados somente com a ampliação dos lucros já exorbitantes.

“Estamos vendo bancários e bancárias sofrendo muito com a exaustão de suas energias físicas e mentais, o que está levando a aumentar o número de suicídios na categoria”, afirma.  De acordo com Dulce Silveira, por conta desse ambiente nocivo nos bancos, os bancários já estão sendo classificados no nível 1 de estresse, o maior para esse tipo de avaliação psicológica, no qual estão inseridos também os policiais, enfermeiros e controladores de voo.

Para reverter esse sinistro cenário, Dulce afirma que as entidades sindicais precisam intensificar as pressões contra a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) para discutir de forma ampla as causas do adoecimento na categoria, além de rever a conduta dos médicos do trabalho responsáveis pelos exames periódicos dos bancários e bancárias, para que passem a atuar com uma visão humana. “Os bancos, assim como os médicos do trabalho por eles contratados, tratam a categoria como um instrumento para angariar lucro, não levando em conta seus sentimentos e limites, como se fossem máquinas”, compara.

Assista no vídeo os debates feitos durante o Seminário “O desmonte da proteção social: A saúde do trabalhador do século XXI”.

Por Armando Duarte Jr.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região

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