NEGOCIAÇÃO PERMANENTE

Comando cobra soluções para questões de saúde do trabalhador

Representantes dos bancários apontaram diversos casos de descumprimento da CCT em relação a direitos ligados à saúde - Foto: Contraf-CUT/Jailton Garcia Representantes dos bancários apontaram diversos casos de descumprimento da CCT em relação a direitos ligados à saúde - Foto: Contraf-CUT/Jailton Garcia
quinta-feira, 30/05/2019

Foi realizada na quarta-feira (29/05), em São Paulo, reunião da Mesa Temática de Saúde do Trabalhador Bancário, com a participação de representantes do Comando Nacional dos Bancários e da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Os dirigentes sindicais apresentaram diversos casos demonstrando que os bancos estão descumprindo cláusulas da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria. Também foram apresentados os casos que prejudicam fluxo de afastamento para tratamento de saúde, recebimento de benefícios e retorno ao trabalho.

“Muitos bancários trabalham doentes por receio de perdas de remunerações ou de prestígio junto aos gestores. Precisamos encontrar a solução para evitar problemas, tanto para as empresas quanto para os trabalhadores, que, muitas vezes, quando decidem se afastar, a doença já está mais avançada. Queremos criar um ambiente favorável para que isso deixe de acontecer”, disse o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Mauro Salles.

Mauro apresentou alguns exemplos de descumprindo pelos bancos do que determina a CCT.
A Fenaban vai encaminhar os questionamentos com relação ao descumprimento da CCT aos bancos, que analisarão os casos e se posicionarão na próxima reunião.

São questões que envolvem o vale alimentação, o adiantamento salarial nos casos de afastamento para tratamento de saúde e sobre a indicação dos locais para a realização de perícia médica.

Pontos divergentes

Os representantes dos trabalhadores bancários também apresentaram durante a reunião casos em que os bancos não fornecem a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e a DUT (Declaração de Último Dia de Trabalho). Eles disseram que existem médicos do trabalho que realizam seus laudos levando em conta os interesses dos bancos, desconsiderando a situação de saúde do trabalhador.

“Em relação a estes pontos, tivemos que firmar nossa posição, pois não houve concordância com o que defendem os bancos”, observou o dirigente da Contraf-CUT. “Mas, vamos continuar insistindo na busca de uma solução para este problema que, em nossa opinião, são irregulares”, completou.

Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, talvez seja o caso de debater o tema em reuniões com cada banco em específico. “Queremos discutir como prevenir os adoecimentos, mas enquanto isso não ocorre temos que garantir que os que estão doentes tenham o direito de se tratar, tenham seus direitos assegurados e não sejam descartados pelos bancos”, disse.

As negociações sobre a Saúde do Trabalhador voltarão a acontecer no dia 11 de julho, às 14h00, em São Paulo.

Fonte: Contraf-CUT

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