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Entidades iniciam negociações com o Banco do Brasil para fortalecer a Cassi

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03 de abril 2025

Na quarta-feira (2/04), foi instalada a mesa de negociação para discutir a perenidade e sustentabilidade da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil). A iniciativa representa um passo fundamental para garantir a solidez do plano de saúde dos associados, considerado um patrimônio do funcionalismo.

A abertura da rodada de negociação contou com a presença da vice-presidente Corporativa do Banco do Brasil, Ana Cristina, acompanhada por diretores e gerentes das áreas envolvidas no tema. Também participaram dirigentes da Cassi, incluindo o presidente Cláudio Said, que apresentou a situação atual da entidade e suas perspectivas futuras. Said destacou a visão plurianual para os resultados financeiros e reforçou a decisão da gestão de manter o projeto de atenção primária à saúde, apesar da projeção de déficit. Além disso, abordou a recomposição da rede de atendimento, o volume de consultas na CliniCASSI, a redução de atendimentos em pronto-socorro e internações, bem como os avanços no uso de inteligência artificial para a gestão de autorizações e no gerenciamento de risco da população assistida.

As entidades representativas dos funcionários estiveram presentes na negociação, incluindo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito), Anabb (Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil), AAFBB (Associação dos Antigos Funcionários do Banco do Brasil) e a FAABB (Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil). Membros da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB também participaram desta primeira rodada.

Os representantes dos funcionários ressaltaram a necessidade de buscar soluções sustentáveis para a Cassi, destacando a importância de um modelo viável a longo prazo. Eles enfatizaram que o momento e o ambiente são favoráveis a um processo negocial que leve a uma solução conjunta e perene. Como a Cassi é uma entidade de autogestão e uma construção coletiva, a participação ativa dos associados será essencial para seu fortalecimento. O engajamento do funcionalismo nos debates e nas decisões será determinante para garantir transparência e encaminhamentos que atendam aos interesses de todos.

A coordenadora da mesa de negociação e da CEBB (Comissão de Empresa do Banco do Brasil), Fernanda Lopes, reforçou a responsabilidade compartilhada entre funcionários e BB para garantir a sustentabilidade da Cassi. "Nosso interesse é garantir que a Cassi, fundada por nós funcionários, continue sendo o melhor plano de saúde, inclusive considerando os resultados financeiros. É responsabilidade de todos os participantes cuidarem para que a Cassi seja perene e atenda os funcionários da ativa, aposentados e seus dependentes da melhor maneira. Não é só uma responsabilidade dos funcionários, mas também da empresa. A consulta passa pelo corpo funcional, então é preciso que todos entendam o momento que a Cassi está vivendo", afirmou.

Durante as discussões, foi lembrado que existe uma mesa específica para tratar do direito de os funcionários egressos de bancos incorporados terem acesso à Cassi. O Banco do Brasil firmou um compromisso em acordo coletivo para apresentar uma proposta sobre o tema até julho de 2025.

Próxima reunião 

A próxima rodada de negociações está prevista para o dia 22 de abril. As entidades representativas manterão os funcionários atualizados através de seus canais oficiais, reforçando a importância de obter informações de fontes confiáveis e evitar desinformação e a propagação de notícias falsas.

Fonte: Contraf-CUT