Campanha Nacional Bancários

Caravana em Umuarama denuncia adoecimento dos bancários

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17 de julho 2026

A Fetec-CUT/PR(Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná) realizou quinta-feira (16/07) mais uma etapa da Caravana Nacional dos Bancários 2026, desta vez em Umuarama. A mobilização reuniu representantes dos 10  Sindicatos filiados à Federação e concentrou críticas ao assédio moral, às metas abusivas e ao fechamento de agências.

 

Campanha e negociação

 

O presidente do Sindicato de Umuarama, Wilson de Souza, abriu o ato com um alerta sobre o cronograma da campanha. "Nos próximos 60 dias, se não tivermos acordo, essa mobilização vai crescer e ações mais contundentes poderão acontecer", afirmou. Ele destacou a importância do Banco do Brasil para a economia local, especialmente para o agronegócio, e lembrou os R$ 610 bilhões do Plano Safra 2026/2027. "Boa parte desse dinheiro será administrada pelo Banco do Brasil, que tem plenas condições de atender às reivindicações da categoria."

 
Wilson de Souza. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 

 
 

Wilson de Souza. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 
 
 

Deonísio Schmidt, presidente da Fetec-PR, fez duras críticas à gestão de metas. "A direção do Banco Mercantil estabelece metas impossíveis de serem atingidas, usando o assédio moral como instrumento de controle. Isso é crime", denunciou, prometendo levar as denúncias a órgãos competentes. "A categoria é forte e tem disposição para enfrentar a banqueirada."

 
Deonísio Schimdt. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 

 
 

Deonísio Schimdt. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 
 
 

Cristiane Zacarias, presidenta do Sindicato de Curitiba, ampliou o debate ao incluir outros trabalhadores na luta. "Não viemos só dialogar com bancários, mas também com vigilantes, zeladores, prestadores de serviços. Os bancos tentam dizer que eles (outras categorias) não fazem parte do grupo, mas todos geram lucro e deveriam ser considerados bancários", afirmou.

 
Cristiane Zacarias. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 

 
 

Cristiane Zacarias. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 
 
 

Ambiente adoecedor

 

A diretora de Políticas Sociais de Umuarama, Sara Dieni Alves, descreveu o cenário nas agências como "um ambiente adoecedor". "Os bancos fecham agências na região, trazem todos os clientes para uma única unidade, com poucos funcionários. O atendimento fica precarizado, as filas aumentam e o banco empurra tudo para o digital", criticou.

 
Sara Dieni Alves. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 

 
 

Sara Dieni Alves. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 
 
 

Banco Mercantil em crescimento

 

Danielle Ruza, secretária de Imprensa do Sindicato de Londrina, destacou a situação financeira do Banco Mercantil. "O banco lucrou mais de R$ 1 bilhão em 2025, com crescimento de 34%. Abriu 39 postos de trabalho e contratou 373 funcionários. Com esse desempenho, tem condições de atender nossas reivindicações", argumentou, mencionando a pauta que inclui fim das metas abusivas, auxílio farmácia e contratação de mais funcionários.

 
Danielle Ruza. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 

 
 

Danielle Ruza. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 
 
 

Adoecimento e medicação

 

Vanderleia de Paula, secretária de Saúde da Fetec-PR, trouxe dados preocupantes. "Recentemente, 71% dos bancários do Bradesco informaram que o ambiente de trabalho é adoecedor, e 39% dos colegas estão utilizando medicamentos tarja preta", revelou. Ela destacou que essas condições exigem atenção imediata.

 
Vanderleia de Paula. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 

 
 

Vanderleia de Paula. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 
 
 

Unidade e luta

 

Edilson José Gabriel, secretário geral do Sindicato de Umuarama, fez um chamamento à unidade. "Esta caravana percorre o Estado para lançar a campanha nacional pela renovação da convenção coletiva. A pauta inclui aumento real, PLR, vale-refeição e, principalmente, o fim do assédio e das metas abusivas", concluiu.

 
Edilson José Gabriel. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 

 
 

Edilson José Gabriel. Foto: Joka Madruga/Vigília Comunica

 
 
 

A caravana termina nesta sexta-feira, em Paranavaí, com a expectativa de fortalecer a mobilização da categoria.


Por Joka Madruga/Vigília Comunica